A desigualdade no Distrito Federal aumentou em 2025 e lidera como a maior do Brasil. É o que releva a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, divulgada nesta sexta-feira (8).
Enquanto 10% das pessoas em atividade no DF recebem em média R$ 18,5 mil por mês, 40% recebem em torno de R$ 941.
A diferença é ainda maior se comparada com o valor médio recebido por 1% das pessoas mais ricas da capital, que recebem por volta de R$ 43 mil por mês.
A pesquisa do IBGE traz um índice de distribuição de renda que vai de 0 a 1 (sendo 0 a perfeita igualdade de renda e 1 a desigualdade máxima).
Segundo a série histórica, de 2017 a 2020, o DF teve reduções consecutivas da desigualdade, que voltou a subir em 2021 e cair novamente em 2022.
Nos três últimos anos, essa desigualdade vem subindo, disparando em 2025 ao chegar em 0,57. É o maior índice entre todas as unidades da federação.

A pesquisa também traz dados que mostram que os homens recebem hoje 25,5% a mais do que as mulheres.
Em relação a cor e raça, a população branca tem rendimentos em torno de 111% a mais que as pessoas pretas.
O DF também tem a maior renda per capita do país. Se todas os ganhos da população fossem somados e divididos igualmente, cada morador ativo do DF receberia por mês R$ 4.401.
Precarização da mão de obra
A especialista em política social Ereci Ribeiro explica que essa desigualdade vem do fato de Brasília ter cargos de alta remuneração e outros que sofrem com a forte precarização da mão de obra.
“A gente percebe que o DF há décadas revela uma discrepância, principalmente no tipo de ocupação”, diz Ereci.
Ela explica que servidores públicos, principalmente Executivo e Legislativo, ocupam funções em que a remuneração é alta. Já nos territórios mais afastados do centro da capital, há um tipo de mão de obra que corresponde a funções que levam a precarização do trabalho.
Fonte: G1 DF

