Bebê nasce com DNA de três pessoas no Reino Unido

14 de maio de 2023 398 visualizações
Postado 2023/05/14 at 10:05 AM

O campo da tecnologia de reprodução assistida atingiu outro marco quando um bebê nasceu usando uma nova técnica de fertilização in vitro (FIV) que incorpora o DNA de três pessoas.

A prática é conhecida como terapia de substituição mitocondrial, e é um processo que envolve a substituição do DNA mitocondrial defeituoso no óvulo de uma mãe por DNA mitocondrial saudável de um doador. As mitocôndrias são pequenas organelas dentro das células responsáveis pela produção de energia.

A terapia de substituição mitocondrial visa prevenir esses problemas de saúde, garantindo que o bebê herde o DNA mitocondrial saudável. 

A terapia de substituição mitocondrial visa prevenir esses problemas de saúde, garantindo que o bebê herde o DNA mitocondrial saudável. Fonte:  Getty Images 

Quando as mitocôndrias não estão funcionando adequadamente, podem levar a uma série de problemas graves de saúde, incluindo distrofia muscular, doenças cardíacas e distúrbios neurológicos.

A Universidade de Newcastle, em colaboração com o Newcastle Fertility Center, são pioneiros neste procedimento — que foi projetado para prevenir doenças genéticas graves em futuros bebês, mas não foram os únicos: em 2016, cientistas no México anunciaram que uma criança havia nascido com DNA de três pessoas diferentes, também em 2017, na Ucrânia e 2019, na Grécia.

“A equipe de Newcastle envolvida na realização dos procedimentos é cautelosa e deseja incluir pelo menos alguns dados de acompanhamento dos bebês, além de proteger a privacidade da família”, disse Robin Lovell-Badge, biólogo de células-tronco e geneticista de desenvolvimento no Instituto Francis Crick.

Embora a terapia de substituição mitocondrial ainda seja um procedimento relativamente novo, estudos mostraram que ela pode ser segura e eficaz. Atualmente, o Reino Unido é o único país que legalizou esse procedimento, mas ele é estritamente regulamentado e só pode ser usado em casos em que a mãe tenha histórico de doença mitocondrial.

Os críticos do procedimento argumentam que ele levanta uma série de preocupações éticas, incluindo a possibilidade de criar “bebês projetados” com características desejáveis.

Fonte: Tecmundo

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