Caso João Miguel: criança teria sido asfixiada com uma corda e um vestido, aponta a apuração 

Após mais de um mês de investigações entre suspeitas de desaparecimento à homicídio, o caso de João Miguel foi revelado. A delegada Bruna Eiras, nesta segunda-feira (7), contou que o menino de dez anos foi vendado, asfixiado com um vestido na boca e uma corda no pescoço por uma dupla de adolescentes. 

Uma garota de 16 anos, que está em liberdade, confessou ter premeditado o crime e ter matado João Miguel. Ela disse que a vítima tinha furtado alguns objetos dos suspeitos. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que a jovem, em depoimento, alegou estar satisfeita com o que fez. Ela reforçou que João Miguel teria furtado galinhas, bombas de água e até um narguilé, porém as acusações não foram comprovadas. 

Além dos supostos objetos, a jovem afirmou que o menino teria sumido com um cavalo de seu companheiro. Ao todo, quatro pessoas estariam ligadas ao crime. O companheiro da adolescente também confessou ter ajudado na ocultação do corpo do menino. O namorado da jovem já estava preso há mais de uma semana. Os outros dois adolescentes negam qualquer participação. 

João Miguel foi morto no mesmo dia em que a família o deu como desaparecido à corporação, na noite do dia  30 de agosto entre às 18h ou 19h. O seu corpo foi encontrado ainda conservado devido ao tempo seco. 

Ação do quarteto: o que fizeram com o João Miguel? 

João Miguel teria aparecido na porta dos indivíduos para vender cigarro eletrônico e, por estar sozinho, foi convidado a entrar para fumar como pretexto dos suspeitos se aproximarem da vítima. Em seguida, foi asfixiado com um vestido na boca. Visto a cena do crime, o namorado da mentora e um outro adolescente teriam sido os responsáveis por ocultar o cadáver. 

A delegada Bruna afirmou ao portal Atividade News que o menino foi amarrado com um cabresto de cavalo, enrolado em um cobertor e colocado dentro de um tonel amarelo para que fosse possível descartar o corpo da criança na fossa em que foi encontrado no Setor Lúcio Costa. Eles teriam se aproveitado da carroça e do  cavalo do namorado da adolescente.

Em registros de um circuito de segurança, mostram o momento em que os dois indivíduos vão e voltam de carroça com o tonel amarelo em que João Miguel estava. Confira as imagens a seguir: 

A adolescente que teria premeditado o crime está respondendo pelo ato infracional análogo ao homicídio, já o companheiro por ser maior de idade permanece sendo investigado por ocultação de cadáver e corrupção de menores. As apurações contra o quarteto foram afuniladas após terem encontrado o cabresto no menino. A PCDF complementou que na região havia poucos cavalos e pessoas ligadas à criança. 

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