Conheça síndrome rara que gerou malformação no filho do cantor Zé Vaqueiro

O cantor Zé Vaqueiro revelou que Arthur, seu filho caçula com Ingra Soares, que nasceu na segunda-feira, 24, encontra-se na UTI após ser diagnosticado com uma malformação congênita, conhecida como Síndrome de Patau. Devido ao estado de saúde do bebê, o artista anunciou que irá cancelar sua agenda de shows até o dia 17 de agosto.

Em um comunicado nas redes sociais, Zé Vaqueiro contou que sua esposa já recebeu alta. “O bebê encontra-se na UTI devido a uma malformação congênita decorrente da síndrome da trissomia do cromossomo 13. Diante desta situação delicada, informamos o cancelamento dos shows do artista até a data de 17 de agosto”.

“Neste momento, a família necessita estar unida, cercada de amor e serenidade. Contamos com a compreensão de todos e pedimos que se juntem a nós em orações pelo bem-estar do pequeno Arthur e toda família”, finalizou.

Além de Arthur, Zé Vaqueiro também é pai de Daniel, de 3 anos, e Nicole, de 13.

IstoÉ Gente conversou com a Dra. Carla Iaconelli, que é referência em medicina reprodutiva, diagnóstico e tratamento de infertilidade, que explicou o quadro do filho de Zé Vaqueiro. Confira!

O que é a Síndrome de Patau?

A Síndrome de Patau é uma condição genética e ocorre quando há três e não dois cromossomos 13, como deveria ser. Esse cromossomo extra leva a uma série de alterações no desenvolvimento do bebê, sendo os mais comuns:

  • Malformações no sistema nervoso central;
  • Atraso mental acentuado;
  • Problemas cardíacos congênitos;
  • Problemas no desenvolvimento do sistema reprodutor;
  • Fenda labial e no palato;
  • Orelhas mal posicionadas;
  • Pés e mãos com um sexto dedo ou sobrepostos;
  • Olhos afastados ou pequenos.

Neuploidia fetal

A neuploidia fetal é uma alteração relacionada aos cromossomos, então quando tem uma contagem de cromossomos que não é o normal, que seriam 46 cromossomos sendo dois sexuais, as mulheres são XX e os homens XY.

A maioria das alterações, que são muito frequentes nos seres humanos, para você ter uma ideia, uma mulher com 35 anos tem metade dos seus embriões formados com aneuploidias, e isso a gente sabe hoje por causa da reprodução assistida, que nós temos a possibilidade de biopsiar os embriões antes de colocar no útero, assim evitando aneuploidias, então é uma doença evitável hoje em dia fazendo tratamento de reprodução humana. Essas aneuploidias aumentam com a idade do óvulo da mulher, então, ela está mais relacionada ao aumento da idade da mulher.

Uma dessas neuploidias, voltando à frequência, as mulheres com 38 anos têm a maioria dos seus embriões alterados, as mulheres com 38 a 40 anos têm 70% até 80% de seus embriões com a neuploidia, e as mulheres com 45 anos têm 90% dos seus embriões com aneuploidia, sendo que a taxa de aborto aumenta com a idade, porque aumenta a taxa de neuploidia.

Hoje a gente não pode chamar de doença porque as crianças nascem e muitas têm uma evolução que pode ser inclusiva, é a síndrome de Down. A síndrome de Down é o resultado de um bebê que tem 3 cromossomos 21, então é uma alteração no número de cromossomos que pode gerar um bebê vivo e que pode viver muitos e muitos anos hoje em dia. Também tem outras aneuploidias que os bebês nascem, mas a expectativa de vida é menor, eles têm mais alterações, que é a síndrome de Patal e a síndrome de Edward. A síndrome de Patal é relacionada ao cromossomo 13 e a de Edward ao cromossomo 18.

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