Neurocientista é preso por desenvolver laboratório de cogumelos para venda no DF

O suspeito, ex-estudante de medicina, comercializava os produtos que produzia pela internet para dentro e fora do Brasil

26 de abril de 2023 474 visualizações
Postado 2023/04/26 at 6:05 PM

Um neurocientista e ex-estudante de medicina foi preso, nesta quarta-feira (26), após montar um laboratório para a produção e comercialização de cogumelos alucinógenos no Lago Norte. As investigações da Coordenação de Repressão às Drogas (CORD) apontaram que o indivíduo de 29 anos possuía um aparato de alta tecnologia para fazer as vendas das drogas, tanto para o Brasil quanto para o exterior. Ao todo, foram cinco meses de apuração até chegar ao suspeito. 

Na residência do indivíduo, foram encontradas cápsulas de cogumelos processados, extratos vegetais, equipamentos farmacêuticos, embalagens para empacotar os produtos e uma estufa própria para o cultivo dos entorpecentes. As imagens capturadas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) mostram a dimensão da estrutura para o esquema de tráfico. 

Segundo a corporação, um dos cogumelos comercializados era o alcalóide psilocibina que teria um teor “altamente viciante”. Os produtos ilícitos eram vendidos de duas formas: natural ou processado. Além dos produtos, a CORD afirmou que o suspeito teria criado uma plataforma online própria para vender as drogas com direito a uma espécie de calculadora para personalizar a quantidade de droga.

O indivíduo, que teria estudado Neurociência na Austrália,  atuava principalmente pela internet. O que também surpreendeu os investigadores foi como o suspeito divulgava informações erradas para convencer os compradores. “As drogas de difusão ilícita eram apresentadas de forma profissional, embasadas em uma (falsa) base científica, para induzir pessoas ao consumo”, reforçou a PCDF. 

Caso seja julgado, pode pegar uma pena de 33 anos por cinco crimes diferentes. São eles: tráfico de drogas, vender e expor substâncias que geram danos à saúde, exercício ilegal da medicina, curandeirismo e incitação ao crime. Como o suspeito não teve sua identidade divulgada, não foi possível consultar os advogados envolvidos no caso. 

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