Operação da PCDF prende criminosos que furtaram de instituição que atende autistas

25 de março de 2022 9 visualizações
Postado 2022/03/25 at 9:04 AM
Divulgação/PCDF

Nesta sexta-feira (24), a Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF, por
intermédio da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a
Propriedade Imaterial e a Fraudes – Corf, deflagrou a Operação Asperger para
desarticular grupo criminoso que praticou os crimes de furto mediante fraude por
meio eletrônico – pena de dois a oito anos, associação criminosa – pena de um a
três anos e lavagem de dinheiro – pena de três a dez anos.

Em outubro de 2021, integrante desta associação criminosa, se passando por
falso funcionário de um banco, telefonou para uma instituição filantrópica que
presta assistência a pessoas com deficiências intelectuais e múltiplas e autismo, e,
sob o argumento de que havia uma suspeita de fraudes em transações bancárias,
induziu tal pessoa a instalar um suposto dispositivo de segurança. A partir de
então, os criminosos subtraíram R$ 220 mil da conta bancária da entidade,
distribuindo os valores inicialmente para duas contas de empresas (supermercado
e tapeçaria), cujos proprietários realizaram várias transferências para contas de
pessoas físicas, saques, PIX, pagaram boletos de impostos e usaram em máquinas
de cartão de crédito/débito, para tentar ocultar as quantias adquiridas de forma
ilegal.

Até o momento foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e
16 de busca e apreensão em Vicente Pires, Ceilândia, Taguatinga, Samambaia,
Núcleo Bandeirante, Santa Maria/DF, Novo Gama e Santo Antônio do
Descoberto/GO.
Parte dos investigados possuem antecedentes criminais por latrocínio,
estelionato, porte ilegal de arma de fogo, roubo, tráfico de drogas e receptação.

A PCDF ressalta que as instituições bancárias não fazem ligações para realizar
liberação ou atualização de dispositivos e nem orientam os clientes para se
dirigirem até um terminal de autoatendimento para realizar qualquer tipo de

transação; caso recebam qualquer telefonema dos bancos, o cliente deve anotar
os dados e, preferencialmente em outro aparelho telefônico, ligar para os canais
oficiais bancários ou para o gerente da conta. As pessoas sempre devem desconfiar
quando o interlocutor alegar urgência para solucionar o suposto problema; não
confiar no número que aparece no visor da ligação recebida, pois existem
aplicativos que camuflam o número, aparecendo o número da central dos bancos.
Por fim, a PCDF alerta que dados pessoais e senhas somente são solicitadas quando
a ligação é iniciada pelo cliente, o contrário não ocorre.

Fonte: Assessoria de Comunicação PCDF/DGPC

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