PCDF deflagra ação para reprimir fraudes a concursos públicos no Distrito Federal

24 de março de 2022 9 visualizações
Postado 2022/03/24 at 10:27 AM
Foto: Assessoria de Comunicação/DGPC

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de
Repressão ao Crime Organizado, vinculada ao Departamento de Combate a
Corrupção e ao Crime Organizado (Draco/Decor), desencadeou, na manhã de hoje
(24), a oitava fase da Operação Panoptes. A ação teve o objetivo de reprimir fraudes
a concursos públicos no Distrito Federal.

As três primeiras fases da operação, deflagradas a partir de 2016, foram
responsáveis pela prisão de membros do grupo conhecido como máfia dos
concursos. Entre eles, havia um funcionário de banca examinadora. Envolvidos já
foram condenados pelo Poder Judiciário pelo crime de integrar a organização
criminosa.

As fases seguintes buscaram identificar e indiciar servidores que
conseguiram ingressar no serviço público por meio das fraudes, tendo sido objeto
de investigação, até o momento, os concursos das Secretarias de Saúde e Educação
do DF e do Corpo de Bombeiros e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Assessoria de Comunicação/DGPC

Já foram indiciados, ao longo da Operação Panoptes quase 70
investigados, entre membros do bando e servidores que compraram vagas. A oitava
fase teve a finalidade de apurar fraudes em concursos federais, por meio do
cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão em residência de servidores no
DF e também em cidades de Goiás, Minas Gerais e Ceará.

Funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), do Ministério Público da
União (MPU), Defensoria Pública da União (DPU) e Ministério das Cidades foram
alvos da operação de hoje. Os servidores ingressaram por meio de certames
realizados entre 2015 e 2017.

Assessoria de Comunicação/DGPC


As buscas tiveram a finalidade de apreender materiais para subsidiar as
investigações em curso. Os envolvidos, caso sejam indiciados, poderão responder
pelos crimes de fraude a certame de interesse púbico, organização criminosa,
falsificação de documento público e corrupção ativa.
Cerca de 125 policiais, entre delegados, agentes e escrivães,
participaram da oitava operação, que contou com o apoio das polícias civis de Goiás,
Minas Gerais e Ceará.

Fonte: Assessoria de Comunicação/DGPC

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