Após o massacre familiar que resultou na morte de dez pessoas, o delegado responsável pelas investigações, Ricardo Vianna, divulgou nesta sexta-feira (27) detalhes do caso. Ricardo informou que os suspeitos Gideon e Horácio também se passaram por vítimas. Gideon e Horácio eram amigos de Marcos Antônio, pai de Thiago Gabriel. Os três se conheceram na prisão. Em depoimento à polícia, os suspeitos falaram que não tiveram nenhuma desavença com a vítima.
As apurações apontaram que os assassinos tinham interesse nos bens da família. O delegado do caso reforçou três fatores: as terras nas proximidades do Condomínio Entrelagos no Itapoã; a venda de um lote que era de Cláudia Regina e o dinheiro nas contas bancárias. Apesar da chacára no Itapoã ser um dos pontos altos do crime, a terra não pertencia a Marcos Antônio. Marcos tinha somente quitado as dívidas do antigo caseiro.
“A proprietária tentava tirar Marcos dali”, afirmou o delegado. Na primeira fase do crime, os outros suspeitos, Carloman e um adolescente de 17 anos, abordaram a família na Chacára com Renata, Gabriela, Claúdia Regina, Ana Beatriz e Marcos Antônio no local. Dentro da residência, os indivíduos encontraram R$ 79 mil em dinheiro (valor advindo da venda do lote de Cláudia). Na ação, como Marcos reagiu, foi baleado na nuca e esquartejado. Em seu caso, foi o primeiro corpo a ser ocultado em uma cova no cativeiro de Planaltina.
De acordo com as investigações da 6ªDP, as demais vítimas foram amarradas, vendadas e levadas para o cativeiro. No total, Gabriela, Renata, Claúdia Regina e Ana Beatriz ficaram entre 14 e 18 dias em cárcere na região do Vale do Sol. Após essas iniciativas, foi a vez do filho de Marcos Antônio ser induzido para o lugar. A PCDF relatou, em uma coletiva de imprensa, que os indivíduos (Carlomam, Galego e Fabrício) encaminharam uma mensagem pedindo “ajuda urgente” e a presença dele, de sua esposa e filhos.
Este foi o rascunho utilizado antes que a mensagem fosse enviada à Thiago:
Depois de toda armação, Thiago, Elizamar (sua esposa) e seus três filhos foram ao encontro dos indivíduos. Em dois casos o grupo levou Elizamar e seus filhos à Cristalina (GO) onde carbonizaram o carro e fizeram o mesmo na região de Unaí (MG) com Gabriela e Renata. A notificação dos desaparecimentos começou no dia 12 de janeiro. Aos que ficaram no cativeiro (Thiago, Cláudia Regina e Ana Beatriz), Carlomam executou todos com o uso de uma faca e jogaram seus corpos em uma fossa seca.
Caso os cinco suspeitos forem a julgamento, podem pegar de 190 a 340 anos de prisão pelo massacre que conta com crimes como:
- Latrocínio;
- Ocultação de cadáver;
- Homicídio qualificado por motivo fútil;
- Extorsão;
- Corrupção de menor, entre outros.
O caso segue em investigação pela 6ªDP para saber se houve transação bancária das contas das vítimas.