Sensores vestíveis monitoram a saúde das plantas em tempo real

1 de maio de 2023 407 visualizações
Postado 2023/05/01 at 8:54 AM
Foto: North Carolina State University

Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, anunciaram um novo sensor vestível capaz de monitorar a saúde das plantas em tempo real, detectando doenças causadas por vírus e fungos. A tecnologia também pode identificar outros problemas que ameacem a existência dos vegetais.

Aplicado diretamente nas folhas, o “adesivo” anunciado na última semana atualiza uma versão anterior do mecanismo que alertava sobre as doenças monitorando os compostos orgânicos voláteis (VOCs) emitidos pelos vegetais. Ele recebeu novos sensores vestíveis para a detecção de infecções patogênicas específicas e estressores ambientais.

Conforme o estudo, o adesivo detecta doenças virais e fúngicas, além de ter a capacidade de medir a temperatura, a umidade do ambiente e a umidade exalada pela folha. Ele é pequeno, com 30 mm de comprimento, feito de material flexível e contém sensores e eletrodos à base de nanofios de prata, e envia os dados por meio de uma rede sem fio.

Os sensores têm material adesivo e são aplicados nas folhas.
Os sensores têm material adesivo e são aplicados nas folhas. Fonte:  North Carolina State University 

O produto é aplicado na parte inferior da folha, área com maior quantidade de estômatos, poros que permitem à planta “respirar” melhor, e se mostrou promissor. Nos testes iniciais, a equipe da universidade americana usou o dispositivo em tomates cultivados em estufas, plantação mais suscetível à ação de diferentes patógenos.

Ação rápida

No estudo, os tomateiros foram expostos a três tipos de agentes infecciosos, além de estresses abióticos — falta de luz, excesso de água, concentração elevada de sal na água e condições de seca. A infecção pelo vírus do vira-cabeça do tomateiro (TSWV), que demora de 10 a 14 dias para apresentar sinais físicos, foi descoberta em apenas quatro dias pela tecnologia.

O sistema, que também inclui um mecanismo de inteligência artificial, ainda precisa ser testado fora da estufa para verificar seu funcionamento em condições reais. Os autores estão em busca de parceiros da indústria e da agricultura para os próximos passos da pesquisa.

Fonte: TECMUNDO

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