Surto de casos de Covid-19: A situação das escolas no DF

7 de junho de 2022 424 visualizações
Postado 2022/06/10 at 6:50 PM
Foto: Mary Leal | Ascom | SEEDF

Segundo os dados disponibilizados pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, no mês de maio, foram registrados 916 casos da Covid-19 nas instituições de ensino privadas e públicas da região. A maior incidência de casos é sobre os alunos, que correspondem respectivamente 75% (escolas particulares) e 29% (escolas públicas). O infectologista do Hospital de Base, Dr. Hemerson Luz, credita esse aumento de casos a vários fatores.

“Esse momento de taxa de transmissão elevada é resultado de diversos fatores, principalmente, do fim das restrições e a volta das diversas atividades coletivas como aulas, trabalho, vidas e festas Além disso, o tempo frio aumenta a incidência das doenças infecciosas respiratórias e a Covid-19 também está nesse grupo”, disse o infectologista.

No levantamento do sistema “Monitora Escola” é possível observar as principais diferenças na ocorrência dos casos. Enquanto na escola particular o mais afetado é o ensino médio, nas escolas públicas é o ensino fundamental. Assim, o diretor da Vigilância Sanitária do Distrito Federal, André Godoy, reforça a importância do uso das máscaras, dos protocolos de higiene e de evitar aglomerações.

A equipe da “Atividade News” conversou com o estudante do 7º do CEF 15, Arthur Lima (13), para entender suas expectativas perante o aumento da Covid-19 nas escolas. Arthur contou que teve alguns casos onde estuda, mas que as aulas não paralisaram. Mas também teme pelo retorno das aulas à distância. A Secretaria de Educação do Distrito Federal, ao ser procurada para a reportagem, não informou se há uma previsão de quantas escolas fecharam ou retornaram às atividades remotas.

Em relação a confirmação dos casos, o diretor da Vigilância Sanitária do Distrito Federal, André Godoy adianta:
“Os casos confirmados e os contatos próximos devem ser afastados das aulas presenciais conforme os períodos estabelecidos pelas notas técnicas da Secretaria de Saúde. Ou seja, 7 dias do início dos sintomas e, se houver remissão, volta às aulas 24h depois.Com a febre ou sintomas semelhantes, afastamento de 10 dias”, afirma.

Confira a nota técnica em sua íntegra:

https://drive.google.com/file/d/1SK9fkBVnz0JNNDVKuUJutg1tlqPDDICC/view?usp=sharing

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