Dia Nacional da Imunização alerta para importância das vacinas em todas as idades

Desafio é conscientizar a importância de vacinar todas as faixas etárias e não somente bebês; DF se destaca por facilitar o acesso às vacinas

Em maio, a SES-DF alcançou a marca de um milhão de vacinas aplicadas somente em 2026, um salto de 14,7% frente ao mesmo período do ano passado | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

Há um desafio cultural na vacinação a ser superado: muitas famílias se preocupam em garantir as doses de bebês, mas deixam de vacinar as crianças maiores, adolescentes, adultos e idosos. O tema ganhou destaque no Fórum Brasil Imune, realizado na sede da Organização Mundial de Saúde (OMS), em Brasília, nesta terça-feira (9), Dia Nacional da Imunização.

Os dados do Distrito Federal mostram este cenário. Três vacinas estão com a cobertura acima da meta de 90%: a BCG, rotavírus e a primeira dose contra hepatite B. Todas são para bebês de até 4 meses. Por outro lado, a segunda dose da vacina contra a varicela (catapora), a ser tomada aos 4 anos de idade, teve adesão de 67,2%.

Entre as crianças de 10 anos de idade, que já podem se vacinar contra a dengue, 41,9% tomaram uma dose e apenas 16% completaram o esquema vacinal de duas aplicações. A meta também é de 90%. Não há dados específicos de coberturas de vacinas previstas para adultos, como as que protegem contra febre amarela, tétano e sarampo, mas na vacinação contra o vírus influenza, os grupos prioritários de adultos têm tido adesão abaixo de 40%.

“Nós queremos envelhecer e envelhecer com saúde. A vacinação é importante para isso”, afirma a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Ela diz que, para fazer frente a esse desafio, servidores têm sido treinados para indicarem a vacina de maneira ampla. “Se uma mãe, um pai, uma avó ou um avô leva uma criança para vacinar, também é importante verificar a situação vacinal do responsável”, esclarece.

Novas rotinas, novas estratégias

Durante o Fórum Brasil Imune, também foram debatidos desafios para a vacinação na atualidade, como famílias que têm pouco tempo disponível em rotinas cada vez mais complexas. “Nós não podemos aceitar ver o óbito de uma pessoa por uma doença para a qual temos vacina disponível”, disse a representante da Organização Pan-Americana no Brasil, Lely Guzman.

A meta é que as ações sejam cada vez mais adaptadas à realidade da população. No DF, por exemplo, apesar de ter mais de cem salas de vacinação, a SES-DF tem investido nas chamadas “ações extra muros”, quando as equipes atuam em espaços de grande circulação de pessoas, como feiras, shoppings centers, mercados e eventos. Também há o programa Saúde na Escola, parcerias com órgãos públicos e Carros da Vacina, que fazem atividades itinerantes.

Em maio, a SES-DF alcançou a marca de um milhão de vacinas aplicadas somente em 2026, um salto de 14,7% frente ao mesmo período do ano passado. Em 2025, até o fim do ano, foram aplicadas 2,9 milhões de doses, cerca de 100 mil a mais que em 2024, quando foram registradas 2,8 milhões de doses.

Vacinação de adolescentes e adultos

Adolescentes entre 9 e 14 anos têm indicação prioritária para a vacina HPV, aplicada em dose única para prevenir infecções que podem causar diversos tipos de câncer. Até 30 de junho, adolescentes até 19 anos podem receber essa vacina, mas somente 11,3% do público entre 15 a 19 anos aderiu à campanha.

Entre adultos, a vacinação segue um calendário que varia conforme a idade e o histórico individual. A dT, que protege contra tétano e difteria, deve ser reforçada a cada 10 anos a partir da vida adulta. Já a tríplice viral permanece indicada até os 59 anos, com duas doses para quem tem entre 20 e 29 anos e uma dose para aqueles entre 30 e 59 anos sem comprovação vacinal.

Por fim, a hepatite B é recomendada para qualquer adulto não vacinado, independentemente da idade. Vacinas contra covid-19 e gripe (influenza) seguem com esquemas atualizados conforme orientações do Ministério da Saúde, especialmente para pessoas acima de 60 anos ou com condições de risco.

Para o atendimento, é necessário apresentar um documento de identidade válido e com foto e, preferencialmente, a caderneta de vacinação. As equipes verificam o histórico e avaliam a necessidade de novas doses. A imunização pode ser feita em qualquer ponto, independentemente do local de residência.

Conheça os locais de aplicação dos imunizantes aqui.

*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Fonte: Agência Brasília

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