Diretora é afastada após denúncia de cantina clandestina em escola do DF; Secretaria abre processo disciplinar

Cantina improvisada vendia doces, salgados e refrigerantes em escola pública. Afastamento é cautelar e investigação dura 60 dias.

Foto: TV Globo/Reprodução

A diretora do Centro Educacional 01 do Itapoã foi afastada do cargo após a denúncia de funcionamento de uma cantina clandestina dentro da escola (entenda mais abaixo).

A medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal nesta sexta-feira (3). A Secretaria de Educação instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso.

O afastamento é preventivo e, segundo o órgão, foi adotado para evitar interferência na apuração dos fatos.

A investigação e o afastamento têm prazo inicial de 60 dias para conclusão — podendo ser prorrogado pelo mesmo período, sem prejuízo da remuneração da servidora.

Cantina funcionava em espaço improvisado

A denúncia veio à tona após vistoria do Conselho de Alimentação Escolar. Segundo órgão, a cantina funcionava em um espaço improvisado, embaixo de uma escada e ao lado de um banheiro dentro da escola.

No local, eram vendidos salgados, refrigerantes, chocolates e bolos no pote — todos proibidos nas escolas públicas do DF. Durante a vistoria, havia alunos em fila para comprar os produtos.

Os fiscais também identificaram irregularidades sanitárias, como alimentos sem identificação de validade, armazenamento inadequado e falta de ventilação.

Outro ponto considerado grave foi o uso de alimentos da merenda escolar de forma irregular.

Na geladeira, foram encontradas seis peças de queijo muçarela com a indicação de que eram destinadas exclusivamente ao consumo institucional e não poderiam ser vendidas (veja imagem abaixo).

Seis peças de queijo muçarela com a indicação de que eram destinadas exclusivamente ao consumo institucional foram encontradas. — Foto: TV Globo/Reprodução

Esses itens deveriam ser usados apenas nas refeições oferecidas gratuitamente aos estudantes.

A legislação também restringe a comercialização de produtos ultraprocessados, como refrigerantes, doces e salgados.

Segundo o Conselho de Alimentação Escolar, a situação será encaminhada para órgãos de controle e fiscalização, que devem acompanhar as providências adotadas.

Fonte: G1 DF

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