A anestesiologista Natalia Moreti conquistou recentemente duas certificações internacionais concedidas pelo World Institute of Pain: a FIPP (Fellow of Interventional Pain Practice) e a CIPS (Certified Interventional Pain Sonologist), consideradas referências mundiais na medicina intervencionista da dor.
Atualmente, cerca de 100 médicos brasileiros possuem a certificação FIPP e aproximadamente 50 têm a certificação CIPS. As últimas provas foram realizadas em março de 2026, em São Paulo, reunindo cerca de 150 médicos de diferentes países. De acordo com Natalia, o exame possui alto nível de exigência técnica e índice de reprovação próximo de 60%.
Certificações
A FIPP certifica médicos aptos a atuar com técnicas intervencionistas no tratamento da dor crônica, como bloqueios anestésicos e procedimentos minimamente invasivos.
Já a CIPS é voltada para procedimentos guiados por ultrassom, avaliando a precisão e segurança do médico durante as intervenções.
Natalia nasceu no Rio de Janeiro. Ela explicou que a busca pelas certificações aconteceu de forma natural ao longo da carreira. “Eu fiz a pós-graduação em dor inicialmente para ser uma anestesista melhor. Não tinha pretensão de trabalhar com dor crônica, mas fui me apaixonando pela especialidade ao longo da formação”, afirma.


Medicina da dor
Após especializações no Brasil, Natalia realizou um aperfeiçoamento no Canadá para aprofundar os estudos na área. A experiência, segundo ela, ampliou a visão sobre o impacto da medicina da dor na qualidade de vida dos pacientes e também na redução de internações hospitalares.
“A medicina da dor proporciona mais qualidade de vida e até redução de internações. Muitas vezes, o paciente não precisa permanecer no hospital se a dor estiver controlada”, explica.
Dados da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor apontam que cerca de 20% da população brasileira convive com algum tipo de dor crônica, enquanto 8% sofre com dores de alto impacto, que afetam diretamente a rotina e a capacidade funcional dos pacientes.
